“Eu deveria ter nascido do avesso. Meu interior é mais bonito.”
— Querido John (via aquela-doce-ilusao)
Unica propagando do youtube que vale a pena ver alem dos 6 segundos obrigatórios.
Falo e depois me arrependo. Não falo e depois me arrependo.
Quando vejo minhas fotos antigas:
Quando eu vejo minhas fotos atuais:
Gente faz plakinha pra mim ? eu faço também *——-*
Falo de sexo. Falo palavrão. Tenho a mente poluída. E foda-se.
“Eu era nova na escola. Olhares direcionados pra mim. Não era preciso ler pensamentos para saber que na cabeça de cada um a pergunta era “Quem é essa ai?”. Isso me fazia rir por dentro. Gostava de chamar atenção. E admito, eu não estava nenhum pouco insegura. Vestia minha melhor roupa, meu cabelo não era problema e tinha quase certeza que logo alguém diria que queria ter a cor dos meus olhos. Qual é, todos queriam. Pelo menos era o que eu sempre ouvia. Sentei na ultima carteira da fileira da janela. Meu fone de ouvido bem ajustado no ultimo volume. Safetysuit, minha banda favorita. Ainda não tinha ninguém na sala, então não me importei em cantar. Cantei até meio alto, até perceber que alguém me observava. Tinha um sorriso meio torto no rosto, rindo de mim provavelmente. Não liguei muito pra isso. O que me frustrou era o fato de eu não ter notado ele ali nem por um segundo. Ele ficou me encarando e eu encarei de volta. Agora ele realmente estava sorrindo pra mim. Sorrindo verdadeiramente, sem zombação nem nada do tipo. Sua boca se movimentou me fazendo retirar os foninhos para entender. Perguntou-me qual era a banda e a musica. Além de me elogiar e dizer que eu cantava bem, e que era muito boa no inglês. Nada que eu não soubesse. Eu educada como de costume, agradeci. Foi difícil encontrar pessoas legais naquela escola. Não estava acostumada com aquele tipo de pessoas. Então me isolei naquele canto. Não era a única excluída da sala. Aquele menino que sorrira pra mim no primeiro dia também o era. Resolvi me aproximar. Segunda semana de aula. Hora do recreio. Encontrei-o cantando Find a Way. Caímos numa risada boa. Era a mesma que eu estava cantando naquele dia. Aquele primeiro sorriso dele, e agora essa risada. Duas coisas que concretizaram nossa forte amizade. Descobri termos vários gostos em comum, apesar de sermos o oposto um do outro. Um mês bastou para já o estar chamando de melhor amigo. Os dois esquisitos da sala justos. Ótima dupla. Éramos dois retardados. Riamos de tudo e um pouco mais. Convivíamos vinte e cinco horas do dia juntos. E quando estávamos longe trocávamos mensagens de textos. Fim do semestre. Eu tinha só ele de amigo. E ele só tinha a mim. E isso já era tudo. As férias foram torturantes. Ele foi viajar e eu fiquei na cidade. Não era sempre que podia ligar pra ele, e nem sempre ele tinha tempo para responder minhas mensagens. Falei dele tanto e tanto que minha mãe chegou séria pra mim e perguntou se eu estava apaixonada. Eu ri, é claro. Mas aquilo não saiu da minha mente. Eu apaixonada? Por ele? Será? Não podia ser. Ou podia? Aquele pensamento martelou em minha mente a noite toda. Não só naquela noite, mas em todas as outras pelo resto daquelas torturantes férias sem ele. Volta às aulas. Eu tinha pensado muito naquilo. E havia me decidido de que falaria com ele. Expondo a conclusão de que minha mãe tinha total razão. Eu estava apaixonada. E o amava, muito mesmo. Surpreendi-me quando cheguei à escola. Lá estava ele, lindo como sempre, e tão meu… Não era só meu, não mais. Tinha uma menina com ele. A mão dele estava na cintura dela. E quando ele me viu abaixou a cabeça, acho que por vergonha. Me aproximei. Com toda frieza do mundo ouvi ele dizer que ela era a namorada dele que ia estudar aqui agora. E doeu-me muito quando ela resolveu dizer algo e soltou as palavras, proferindo que ouvira muito sobre mim. Afinal eu era melhor amiga dele. Mal ela sabia que eu queria ser mais que amiga. Foi estranho ver os dias correrem. Foi estranho ver ele ao lado dela. Foi estranho engolir tudo que eu sentia e continuar a ser a melhor amiga, eu não queria nada daquilo, estava estampado na minha cara, até a tal namorada dele já tinha percebido, tanto que fazia de tudo para afastá-lo de mim, e é claro que ela conseguiu. Uma semana, duas, três, dois meses depois daquele dia e eu me vi, me vi em meio a um monte de cobertas chorando, chorando tão dolorosamente. Por ele, por mim, por toda aquela dor que seria desnecessária se eu não tivesse deixado tudo chegar a aquele ponto. Maldita hora que eu cantei aquela música, maldita hora em que entrei naquele escola, maldita hora em que ele resolveu parar para me ouvir, maldita hora em que ele sorriu e… Soluços, soluços e mais soluços saíram de minha garganta quando eu me lembrei daquele rosto. Eu sentia tanta falta, sentia tanta falta daquele sorriso, daquele abraço, sentia tanta falta do seu cheiro colado. Eu tinha praticamente reivindicado da nossa amizade, era insuportável ter de ouvi-lo dizer dela com tanto clamor, como se fosse a melhor pessoa do mundo. Afastei-me pouco a pouco dele, pois seria injusto demais ao meu coração fazer aquilo. Covardia nunca foi o meu forte, logo eu que sempre fui tão valente e disposta a lutar por tudo o que queria resolvi deixá-lo ir. É como dizem, não se pode impedir a partida de quem quer ir embora. Nesse tempo todo foram raras ás vezes em que ele me ligou, no começo eu ainda tentava, mas depois de um tempo deixei de lado. Vez ou outra o telefone tocava, ele me perguntava se eu estava bem e o assunto se encerrava por ai. Parece que depois de um tempo ele também desistiu.
Era noite e chovia, olhei no calendário e me recordei que hoje eles completariam quatro meses de namoro… Não sabia se tinha algum tipo de comemoração especial, mas de qualquer forma tive vontade de chorar, porém dessa vez me impedi. Era hora de parar, era hora de seguir em frente. O som da campanhinha soou me fazendo seguir até a janela, minha mãe já tinha aberto a porta por isso nem pude ver quem era, não me preocupei, voltei a me jogar sobre a cama e logo em seguida alguém entrou em meu quarto… Encharcado e horrível. Forcei a vista e soltei o gemido quando vi meu “melhor amigo” naquela situação me olhando como um cachorro abandonado.
— Nós terminamos — ele sussurrou
Já era hora, pensei, e logo em seguida soltei um palavrão. Ele estava mal, não era hora, ainda não era hora disso.
— Porquê?
— Deixa pra lá…
— Eu sinto muito.
— Você nem gostava dela, deve estar feliz.
— Mas eu gosto de você, não quero te ver mal.
— Me desculpe por ter sumido.
— Tudo bem.
— Senti tua falta.
— Também senti a tua. — ele me encarou e depois me abraçou, forte, de um jeito tão diferente que fez meu coração querer parar de bater por um segundo.
— Eu gostava tanto dela, mas…
— Mas o que?
— Acho que ela não sentia o mesmo. — suspirou — Era melhor quando só éramos eu e você, você pelo menos nunca me magoou. Acho que eu prefiro você.
— Eu não era tua namorada — “Mas gostaria de ser…” pensei.
— Poderia ser…
— O que? — gritei
— É brincadeira, bobona — ele gargalhou. O fuzilei com os olhos e suspirei, aquela noite seria longa. Tínhamos muito que conversar e o principal, eu tinha apenas algum tempo pra me decidir em dizer a ele ou não que na realidade a minha amizade sempre teve uma pitada de amor. Mas eu deixaria isso pra depois já que agora eu só precisava que… Oh sim, ele sorriu, ele sorriu e eu me derreti. ”
Era noite e chovia, olhei no calendário e me recordei que hoje eles completariam quatro meses de namoro… Não sabia se tinha algum tipo de comemoração especial, mas de qualquer forma tive vontade de chorar, porém dessa vez me impedi. Era hora de parar, era hora de seguir em frente. O som da campanhinha soou me fazendo seguir até a janela, minha mãe já tinha aberto a porta por isso nem pude ver quem era, não me preocupei, voltei a me jogar sobre a cama e logo em seguida alguém entrou em meu quarto… Encharcado e horrível. Forcei a vista e soltei o gemido quando vi meu “melhor amigo” naquela situação me olhando como um cachorro abandonado.
— Nós terminamos — ele sussurrou
Já era hora, pensei, e logo em seguida soltei um palavrão. Ele estava mal, não era hora, ainda não era hora disso.
— Porquê?
— Deixa pra lá…
— Eu sinto muito.
— Você nem gostava dela, deve estar feliz.
— Mas eu gosto de você, não quero te ver mal.
— Me desculpe por ter sumido.
— Tudo bem.
— Senti tua falta.
— Também senti a tua. — ele me encarou e depois me abraçou, forte, de um jeito tão diferente que fez meu coração querer parar de bater por um segundo.
— Eu gostava tanto dela, mas…
— Mas o que?
— Acho que ela não sentia o mesmo. — suspirou — Era melhor quando só éramos eu e você, você pelo menos nunca me magoou. Acho que eu prefiro você.
— Eu não era tua namorada — “Mas gostaria de ser…” pensei.
— Poderia ser…
— O que? — gritei
— É brincadeira, bobona — ele gargalhou. O fuzilei com os olhos e suspirei, aquela noite seria longa. Tínhamos muito que conversar e o principal, eu tinha apenas algum tempo pra me decidir em dizer a ele ou não que na realidade a minha amizade sempre teve uma pitada de amor. Mas eu deixaria isso pra depois já que agora eu só precisava que… Oh sim, ele sorriu, ele sorriu e eu me derreti. ”
— (d-esmoronar) e (perpetu-ar)
Pare de rolar a dash e veja essa gif .Vale a pena.



